Eu queria sentir raiva em vez de ficar triste. Queria sair gritando e quebrando tudo em vez de me esconder pra chorar. Queria bater de frente, ser forte o suficiente. Eu sei que talvez esse não seja o verdadeiro sentido de ser forte, e que forte é a rocha que tudo suporta, e não as ondas que tudo destroem. Mas nos momentos difíceis eu me sinto fraca, e não devia ser assim: acumular bastante, pra só depois explodir.
Às vezes me esqueço da importância de lutar, de não olhar pra trás, de não ter medo de seguir em frente. Me vejo a centímetros do chão. É nessa hora que me dou conta de que há força em mim, essa força me segura, passa uma das mãos pelo meu queixo e ergue minha cabeça, ela me diz que eu não preciso me preocupar, ela sempre vai estar ali. Ela diz: Filha, você não nasceu pra cair.
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